segunda-feira, 14 de julho de 2014

Fim do Recesso Escolar


Hora de readaptação à rotina escolar. Saiba como ajudar seu filho

Saiba o que fazer para seus filhos não sofrerem tanto com a volta às aulas no meio do ano
                                                                                       Por Marianna PerrI- Revista Pais & Filhos

Acordar mais tarde, brincar o dia inteiro e deixar as responsabilidades de lado por um mês pode fazer com que as crianças sofram com o fim do recesso escolar. Por isso, é importante que você também esteja preparada para ajudar o seu pequeno a se adaptar novamente à rotina e aos horários.

Para ajudar toda a família a entrar no ritmo das aulas, separamos algumas dicas da psicóloga Daniela de Faria, mãe de Maria Eduarda e Maria Luisa, especializada em terapia infantil.

Acordar cedo

Na última semana, ajuste os horários gradativamente, um pouco a cada dia. Coloque seu filho na cama mais cedo e deixe que eles voltem naturalmente ao horário habitual ainda durante as férias.

Não querer ir

Tente relembrá-lo dos amigos, das professoras e do ambiente escolar se seu filho não quiser voltar às aulas. Gere a vontade de encontrar os outros alunos, contar o que fez durante as férias e conversar com as outras crianças.

Se, mesmo assim, o pequeno ainda se recusar a voltar, leve os assuntos da escola para a escola. Apenas levar a criança para uma conversa com a orientadora ou professora pode fazer com que ela se sinta mais segura para voltar para a escola, e até a faça entender qual o motivo da recusa do pequeno.

Nas próximas férias, para que seu filho não sofra para se adaptar, incentive a produção de um diário ou cartaz de férias, no qual ele poderá se lembrar de tudo que fez para contar aos amigos e professores. Assim, ele criará uma expectativa positiva para o primeiro dia de aula.

 Sem adaptação

As crianças pequenas podem ter mais dificuldade de se readaptar ao colégio no meio do ano, já que ainda não criaram um vínculo tão forte com a escola, professores e colegas por terem acabado de chegar ao mundo escolar.

Mostre para o pequeno que ele se tornou querido pelos professores e colegas, que estão sentindo saudade da rotina escolar. E procure incentivá-lo a lembrar-se das histórias que ele poderá contar sobre as férias quando as aulas voltarem.

Se a criança tiver dificuldade de adaptação, lembre-se que este período deve durar menos, já que você estará mais preparada, sabendo que seu filho ficará feliz na escola.

Mudar de escola

As crianças que mudaram de colégio no meio no ano terão o desafio de chegar a um lugar que todos já conhecem, mas é novo para ela. Informe-se sobre como a escola lida com esta situação, para que seu filho tenha o tratamento adequado.

Se seu filho mudou de escola, preste atenção no comportamento dele ao longo dos primeiros dias de aula. Ele estará ansioso, mas a receptividade das crianças pode surpreendê-lo, e isso fará toda a diferença.

Vá com ele

Acompanhe todo o processo de volta às aulas, preparando o material e o lanche que a criança levará para a escola. Se possível, leve-o no primeiro dia de aula: seu filho ficará mais tranquilo e seguro.

E você, tem mais dicas para que as crianças não sofram com a volta às aulas? Conte para a gente!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Como ensinar seu filho a lidar com a frustração?

Aprender a superar as decepções é um exercício para que as crianças se tornem adultos com mais maturidade e menos medos



Foto: Nana Sievers
Foto: Tão importante quando ensinar a perder é mostrar ao seu filho como ele deve se comportar quando ganha.
Tão importante quando ensinar a perder é mostrar ao seu filho como ele deve se comportar quando ganha.

Perder no jogo, tirar notas baixas na escola, não ter o brinquedo que quer. Sentir-se frustrado não é exclusividade dos adultos: a decepção faz parte da vida dascrianças e tem papel importante no desenvolvimento delas. Embora nenhum pai queira ver seu filho triste ou sofrendo, é preciso ter em mente que ele vai passar por essas situações em diversos momentos da vida e que elas serão importantes para que a criança amadureça e se torne mais forte.



Aos pais, caberá estar ao lado dos filhos nessas horas, para prestar consolo e dar orientação. "Quem aprende a superar as frustrações na infância se torna um adulto que enfrenta desafios com menos receios e medos", diz Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi.



1. Quando as crianças começam a ter frustrações?


A resposta é: desde o nascimento. Nos primeiros meses de vida, o bebê vive uma fase conhecida como fase egocêntrica, que se caracteriza por desejar que todas as suas vontades sejam atendidas imediatamente. "Quando a mãe não dá o seio imediatamente após o choro (seu desejo), ela já o está frustrando", explica Maria Rocha, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Ápice.

2. Qual a importância de aprender a superar as frustrações?
As frustrações, por menores que sejam e, independentemente da idade da criança, constituem situações onde ela constrói parâmetros internos para lidar com situações de conflito, negação e perdas, conforme ressalta Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi: "Faz parte do desenvolvimento infantil e do crescer. Nessas situações a criança aprende a ter condições emocionais de se equilibrar diante de um desconforto". Além disso, aprender a superar as decepções é um grande exercício de criatividade. "A cada situação de frustração a criança consegue encontrar algo que a traga novamente ao equilíbrio. Ela encontra uma saída para lidar com o desconforto. Todo este movimento tem a ver com a criatividade", completa.

3. Quando posso ajudar meu filho a evitar as decepções e quando não devo fazer isso?

Sigamos o seguinte raciocínio: se seu filho não estudar e não se preparar bem, provavelmente terá resultados decepcionantes na escola, certo? Nesse sentido, você pode ajudar, orientando para que ele se empenhe nos estudos e evite a situação da frustração. Mas há outros casos em que você não deve interferir como quando, por exemplo, vocês jogam uma partida de algum jogo. Não é porque ele é pequeno que você deve deixá-lo ganhar para que não fique triste. Também não deve dar tudo que ele quer na hora que ele quer: saber esperar é um aprendizado importante. Maria Rocha, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Ápice, lembra que os pais não devem ceder às manipulações dos filhos. "As crianças têm uma enorme capacidade de manipular os adultos e usam o que mais percebem que os incomoda: choro, recusa de alimentação, perda do fôlego, bater a cabeça, etc".


4. O que acontece com as crianças que não aprendem a superar as frustrações?
Os pais poderão atender ao desejo do filho sempre que quiserem, mas não poderão fazer isso para sempre. "Quando essa criança crescer e for inserida no contexto social, ela vai vivenciar situações de frustração que poderão gerar dificuldades emocionais", diz Maria Rocha, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Ápice. E mais: crianças que não sabem lidar com suas decepções se tornam adultos que não conseguem perceber o outro. "Ela cresce pensando que o que vale é o que ela pensa e o que quer. Tem também dificuldade de se planejar e de desenhar projetos na vida pessoal ou profissional: como quer tudo do seu jeito e imediatamente, não consegue se organizar, ter metas e objetivos. Além disso, seus relacionamentos ficam mais restritos, pois não sabe como levar em conta o que as outras pessoas pensam e querem", diz Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi.

5. Por que não devo facilitar e deixar meu filho ganhar quando jogo com ele?
Quando jogar com seu filho, jogue de verdade. "Facilitar, deixar ganhar só para que a criança não se frustre, mostra a ela que sempre irá ganhar seja qual for a situação. Quando a criança perder, é preciso deixar claro que você está ali para ajudá-la a suportar a frustração de perder. Mas que, de fato, não é sempre que ganhamos. Ganhar depende de vários fatores como sorte ou boas estratégias de jogo", diz Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi. Segundo ela, o importante é que a criança perceba que num primeiro momento a derrota dá uma sensação ruim, frustrante, mas que passa logo. E mais: sempre há a oportunidade de jogar novamente. 


Para Maria Rocha, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Ápice, os jogos também oferecem outros ensinamentos para a criança como esperar sua vez de jogar, jogar apenas uma vez mesmo se errar, contar os pontos. "A criança que tem dificuldade de perder tende a manipular tanto os adultos como outras crianças, desrespeitando as regras a fim de levar vantagem. É importante que em situações de jogo com os adultos esses não permitam que a criança mude as regras", diz Maria Rocha.

6. Se é importante ensinar a perder, é também importante ensinar a ganhar?
Sim, tão importante quando ensinar a perder é mostrar ao seu filho como ele deve se comportar quando ganha. "Ao ganhar, o importante é mostrar para a criança que se colocar acima do adversário e zombar são posturas que deixam o outro em situações constrangedoras e que o "perder" para o adversário toma uma proporção muito maior. Sentir-se bem, feliz e satisfeito faz parte de uma situação de ganhar, mas ela não deve desvalorizar o outro", diz Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi.

7. Como os pais devem lidar com frustrações dos filhos como quando ele tira notas baixas?
A escola e os pais devem ajudar as crianças a lidar com as frustrações provocada pelas notas baixas. Um dos caminhos, segundo a psicopedagoga Itamara Teixeira Barra é que as escolas compartilhem com os alunos os critérios de avaliações que a escola utiliza. Dessa forma, a criança pode fazer uma autoavaliação sobre seu desempenho. "Já os pais devem sempre valorizar o que os filhos já conseguiram e deixar claro que confiam nela, para melhorar e avançar em seu processo de aprendizagem", afirma Itamara. A psicóloga Maria Rocha ressalta que os pais também podem ajudar as crianças a rever sua rotina de estudos.

terça-feira, 8 de julho de 2014





CURIOSIDADE-






No Brasil, o futebol é um esporte muito popular. Aqui vale jogo na areia, no campinho ao lado de casa, na escola, na quadra. Joga-se até futebol de mesa!
Mas em competições oficiais é diferente. As partidas devem acontecer em locais especialmente preparados para isso: os estádios. E na Copa do Mundo, a preparação é ainda maior!
Para receber os jogos da Copa, os estádios precisam apresentar várias características: ter no mínimo 40 mil lugares; arquibancadas cobertas; salas de primeiros socorros; rampas para cadeirantes; cadeiras individuais com encosto de no mínimo 30 centímetros de altura; corredores e portões de entrada e saída bem largos; hospitais e estacionamentos próximos…

Ufa! Esses e muitos outros requisitos servem para que os torcedores assistam aos jogos com conforto e segurança. Por isso, antes de serem escolhidos para sediar a Copa, os estádios passam por muitos testes e vistorias.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Dica de filme- Shopping Uberaba

  • Cinemais - Cinema além da tela

PROGRAMAÇÃO - 03/07 a 09/07/2014

CINEMAIS UBERABA

Uberaba -MG

Filme
Class.
Horário
A Culpa é das EstrelasClassificação Indicativa de 12 anosLeg. - 14h20A, 15h20B, 16h50A, 19h20, 21h50
Causa e EfeitoClassificação Indicativa de 14 anos14h50, 17h00, 19h10, 21h20
Como Treinar o Seu Dragão 2Em 3DClassificação Indicativa: LivreDub. - 14h00, 16h10
Como Treinar o Seu Dragão 2Classificação Indicativa: LivreDub. - 14h30, 16h40, 18h50, 21h00
MalévolaClassificação Indicativa de 10 anosDub. - 15h00, 19h30
Os Homens são de Marte... E é pra lá que eu Vou!Classificação Indicativa de 14 anos17h10, 21h40
Transformers: A Era da ExtinçãoEm 3DClassificação Indicativa de 12 anosDub. - 18h20
Transformers: A Era da ExtinçãoEm 3DClassificação Indicativa de 12 anosLeg. - 21h30
X-Men: Dias de um Futuro EsquecidoClassificação Indicativa de 12 anosDub. - 15h10, 18h40, 21h25
A - Somente sábado (05/07) e domingo (06/07)
B - Exceto sábado (05/07) e domingo (06/07)
*PROGRAMAÇÃO E HORÁRIOS SUJEITOS A ALTERAÇÃO SEM AVISO PRÉVIO.

Vai pra rua menino!

Educar para Crescer

Esconde-esconde, corre-cotia, passa-anel... Lembra as brincadeiras da sua infância? Elas são ótimas para tirar as crianças da frente da TV!


Foto:  As brincadeiras de rua além de estimularem a imaginação proporcionam o convívio de crianças de diferentes faixas etáriasFoto: SXC
As brincadeiras de rua além de estimularem a imaginação proporcionam o convívio de crianças de diferentes faixas etárias
Rodeada de tecnologia, muitas vezes, a criançada passa o fim de semana em frente à telinha, entretida com aventuras futuristas e repletas de efeitos visuais. Embora especialistas em educação reconheçam a utilidade e a diversão proporcionadas por jogos eletrônicos e desenhos animados, recomendam que os pais ensinem seus filhos a reunir os amigos para, juntos, soltar a imaginação com as chamadas brincadeiras de rua ou tradicionais. 


A educadora Gisela Wajskop, diretora do Singularidades - Instituto Superior de Educação de São Paulo -, compara os dois tipos de diversão: "Enquanto o videogame ajuda a desenvolver o pensamento virtual, necessário para a sobrevivência na sociedade moderna, as brincadeiras de rua melhoram a prática de ajuda mútua e o convívio em grupo". 



Cabe aos pais, portanto, criar condições e estimular os filhos para que eles aproveitem os benefícios de brincar fora de casa. 



Muito além da diversão


Ao contrário do ambiente escolar, que na maior parte do tempo reúne crianças da mesma idade, em uma brincadeira de rua seu filho poderá interagir com outras faixas etárias - permitindo assim que crianças mais velhas ajudem e protejam as menores, incrementando o senso de responsabilidade e sociabilidade. E eles acabam se exercitando. Afinal, a cabra-cega treina equilíbrio corporal e o pega-pega, agilidade e velocidade. Tizuko Kishimoto, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, enumera outras vantagens: 


A criança toma iniciativas, já que essas brincadeiras não têm regras rígidas. A invenção de mudanças estimula a criatividade. 



Pais e filhos se aproximam. Você pode contar como foi sua infância por meio desses jogos. E, por não serem qualificadas como brincadeiras "de menino" ou "de menina", elas ampliam o número de amigos. 



A criança trabalha outras linguagens, como a musical, pois algumas dessas brincadeiras como Ciranda, Cirandinha são cantadas.