sexta-feira, 8 de agosto de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Quanto mais caro o presente, maior o amor?
Texto de Paola Rodrigues*
Faz poucas semanas, estava em uma daquelas lojas que vendem de tudo, de chocolate a porta moeda, quando me deparei com toda uma seção de brinquedos infantis. Como minha filha estava com uns brinquedos não muito interessantes e as reciclagens em casa em baixa, achei pertinente procurar algo para ela.
Em primeiro, queria compreender porque cargas d’água existe uma seção de brinquedos para meninas e uma para meninos. E pior, porque meninas ficam com bonecas, fogões, vassouras, panelas e meninos com carrinhos, simuladores de engenharia, blocos e itens “radicais”. Até então, na minha pouca experiência com brinquedos infantis, sabia que havia a Ditadura do Rosa e Azul, só não compreendia a fundo, a ditadura da “mulher na cozinha” e “homem trabalhando”, imposta desde muito cedo. Uma programação muito pouco sútil e concisa.
Passado o primeiro susto, levei um novo susto, o valor dos brinquedos. Tenho a informação, que alguns itens realmente são caros porque seu material é mais complexo, a importação e a marca agrega um valor, mas não consegui captar a essência de uma boneca pequena, monocromática, custar algo na média de três dígitos.
Voltei para casa realmente questionando porque os pais compravam aquilo. Não fazia sentido, não compreendia a importância. No fim, vi até um carrinho mínimo que equivaleria a 1/3 do meu aluguel em cidade do interior. Poxa, a inflação ficou assim mesmo?
Foi quando me lembrei de um pequeno causo da minha infância. Meu pai, um metalúrgico muito ocupado, adorava gastar uma parcela do seu salário em bonecas. Trabalhava de segunda a sábado e no domingo, ficava deitado no sofá vendo TV, descansando da sua “rotina trabalhadora”.
Minha mãe, uma costureira, pra lá de esforçada, passava todos os dias em sua máquina, fazendo o melhor que conseguia. Ambos tinham um distanciamento típico dos pais dos anos 90, acredito.
Todo domingo, meu pai me comprava doces e sempre me trazia bonecas, com vestidos bufosos, cheios de adornos e brilhos, detalhes impecáveis e uma caixa cheia de imagens que prometiam um reino encantado. Como toda criança, era bem… Artística? É isso. Adorava pintar e enfeitar mais as bonecas. Fazia máscaras de deuses nelas, repaginava o vestido de uma forma mais ousada e fazia delas minhas heroínas perfeitas: bem loucas.
Meu pai ficava insano “Que isso, Paola! É para brincar com elas, não destruir! Paguei caro nelas para você!”. Acho que neste exato ponto, há 15 anos, meu pai me respondia uma questão feita nos corredores da loja. Quanto maior o preço, maior a sensação de dever cumprido.
Trabalhamos 40 horas semanais ou mais, vivemos uma rotina caótica para garantir o sustento dos filhos, comida, escola, vestuário, inglês, dois tipos de esporte, uma aula de música e três outras atividades variadas para o intelecto perfeito. Criamos filhos que prometem ser uma máquina de sucesso e no fim do dia, chegamos em casa, queremos descansar e ver nossas crias num canto da sala, com o tablet na mão ou aquele brinquedo que custou ¼ do salário. Isso causa uma sensação boa, de que cumprimos nosso dever de prover tudo para eles.
Minha mãe, um tanto mais humilde e menos usuária da TV, costumava me deixar brincar com os retalhos de tecido que sobravam. Ficava no pé dela, fazendo roupinhas para meus brinquedos, casinhas de pano, criando um look divertido e geralmente, não sentia tanta solidão. Acredito que ela fazia isso sem perceber, mas é um bom exemplo para a questão.
Os pais de nossos pais, já diziam “Nem tudo que reluz é ouro”, portanto, nem tudo que custa muito caro e promete entreter seu filho – para que você mal note a existência dele – é a solução. É um paliativo para nós.
Não é saudável para ninguém comprar um brinquedo de x valor, explicar para a criança que você não pode brincar com ela, porque afinal, você está fazendo hora extra para pagar aquela exato brinquedo.
Minha geração já colhe frutos de uma criação distante, baseada em TV e brinquedos caros. Por muito tempo tive problemas em me sociabilizar, porque estava acostumada com os adultos ocupados a minha volta. Também tive um apego incrível aos meus preciosos brinquedos, o que me proporcionou quando criança uma visão limitada de diversão.
Acho que fica o apelo para que em nosso tempo, compremos brinquedos para as crianças, não para nós. Pode ser no valor que for, essa é uma escolha pessoal, mas que seja pelos motivos certos. Que reservemos algumas horas do dia para brincar, explorar, sonhar e aprender com aqueles pequenos seres humanos com uma imaginação fantástica.
Porque dizem que o sorriso de uma criança vale ouro, mas tenho certeza que o sorriso dos pais com os filhos, vale mais que uma loja toda de brinquedos.
Quem estiver disposto a se aprofundar mais neste tema recomendo clique aqui e assista ao vídeo ‘Nós hipotecamos o futuro’, uma critica do sociólogo polonês Zygmunt Bauman.
(*) Paola cursa o primeiro ano de Licenciatura em História, é escritora, produtora cultural e apaixonada pela maternidade. É mãe orgulhosa de duas, mesmo só podendo estar com uma. Escreve no blog Cartas para Helena, onde o foco é deixar um relato de pensamentos e percepções para a pequena Helena. É colaboradora na Revista Obvious, ativista no acesso a cultura e arte para todos e acredita que estamos criando um mundo melhor, quando deixamos crianças serem crianças. http:// cartasparahelena.wordpress. com/.
Afinal, do que precisa uma criança?
Texto de Mirtes Aquino*
Outro dia estava em uma roda de mães e a conversa enveredou para enxoval de recém-nascido, lista de compras e viagens de compras ao exterior. Senti-me quase uma avó ao constatar o quanto o enxoval que montei para minha filha, há inacreditavelmente distantes 8 anos, está ultrapassado!!! Dos modelos de carrinho e bebê-conforto a tecnologia das fraldas, do estilo das roupas a decoração do quarto, dos itens mais supérfluos aos ditos “essenciais”. As crianças continuam nascendo com as mesmas necessidades e questões, mas a forma de atendê-las parece que precisa ser revista e mudada numa velocidade cada vez maior.
E a coisa cresce junto com a criança! E em pouco tempo as necessidades do seu pequeno já se agigantaram diante dele. Roupas e sapatos que as crianças, muitas vezes, sequer conseguem usar! Não dá tempo. Ou simplesmente não há interesse. Com os brinquedos é um mundo a parte.
As meninas precisam ter um espaço estrategicamente reservado no quarto para as infinitas barbies, pollys e monstrinhas, e seus acessórios sem fim. Os meninos, por sua vez, precisam guardar seus carros colecionáveis e dezenas de pistas ineficientes. E os jogos, e os brinquedos de montar, musicais e de aventura. As fantasias de princesas e super-heróis, e seus muitos acessórios, claro.
Brinquedos pra praia, pra piscina, pra escola, pro parquinho, pra viagem, pro apartamento. Brinquedos pro quarto da criança, pra casa dos avós, pra casa de praia, pra deixar no carro. Brinquedos pros dias frios, pros dias quentes, pros dias de férias, pros dias super ocupados, pros dias de tédio.
A sensação que se tem é que uma infância é bem vivida na medida em que consegue juntar itens e tralhas. Mas, com raríssimas exceções, o encanto de cada novo item dura o tempo de um item ainda mais novo chegar – muitas vezes nem isso. E as coisas se acumulam, se entulham, e a criança se distancia cada vez mais do que realmente ela precisa. Mas afinal, de que uma criança precisa?
Por mais óbvia que esta pergunta seja, sua resposta parece ser cada vez mais difícil de ser vivida – não necessariamente dita. Podemos repetir que não são itens materiais a resposta, mas nossos atos nos desmentem. E caímos na pegadinha da mídia, que de forma fascinante ou emocionante, nos induz a pensar que as maiores provas de amor devem sim, ser pagas pelo cartão de crédito. E quanto mais a pilha de tralha cresce, mais se tem certeza de quanto amor está envolvido.
E no meio de tanta coisa, como conseguir pensar no que realmente é necessário?
Foi assim que aconteceu com o menino idealizado pelo genial Shel Silverstein em Uma girafa e tanto. Ele tinha uma girafa, mas queria ter uma girafa e tanto, e não mediu esforços para isso: chapéu com rato, rosa no nariz, uma cadeia como pente, uma bicicleta de pneu furado.
Com estilo nonsense, o personagem vai atrelando a sua girafa toda sorte de tralha, até ser quase impossível reconhecê-la. E no meio de tanta coisa, como saber o que realmente é importante? Ahhá!!! Mas no meio do caminho da girafa havia um buraco de tatu, que com tanta coisa foi impossível ver. E ao cair lá dentro, caem também todas as tralhas, e é então… poxa, que o menino percebe que já tem uma girafa e tanto, sem precisar de tralha alguma.
E é aí que começa a parte mais divertida, encontrar destino para tanta tralha! A cadeira é dada a um urso, a rosa a uma pessoa amada, e o rato simplesmente vai embora com o chapéu.
O livro é todo em preto e branco, da capa às folhas internas, ilustrado pelo traço inconfundível de Shel Silverstein, o que, convenhamos, não o torna dos mais atraentes. Mas não se engane, ele é surpreendente, e é uma ótima e divertida forma de conversar com as crianças sobre o que é essencial e o que é supérfluo, o que é consumo e o que é consumismo – sobre o que realmente precisamos carregar e o que podemos, simplesmente, deixar seguir outro rumo.
(*) Mirtes é a mãe da Letícia, além de economista e funcionária pública. Desde que se tornou mãe aprende que é possível construir um mundo melhor, o que necessariamente passa por uma infância mais respeitada. Escreve no Cachinhos Leitores, seu blog sobre literatura infantil. http://www. cachinhosleitores.blogspot.com
Sinopse do Livro "Uma girafa e tanto"
Sinopse
O livro infanto-juvenil "Uma Girafa e Tanto", ilustrado e escrito por Shel Silverstein, conta de maneira bem humorada e em versos rimados e traduzidos para o português pelo poeta Ivo Barroso, uma história de reflexão sobre o excesso de consumo no mundo em que vivemos.
Nesta história, um garoto é dono de uma girafa e resolve acumular muitas coisas em cima dela com a finalidade de ter "uma girafa e tanto".
A partir daí a girafa é incumbida de levar todas as coisas que o garoto coloca em suas costas e só para quando cai no buraco do tatu e percebe que pode existir sem tudo aquilo. Neste jogo de acumulações, o autor evidencia a crítica ao modo de vida atual e as falsas necessidades de consumo, nas quais as pessoas são impulsionadas a comprar mercadorias inúteis.
Este livro recebeu as seguintes indicações: Programa Nacional do Livro Didático 2005, Programa Nacional Biblioteca da Escola 2005 e Programa Ler e Escrever 2007.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Bullying
A Comissão de Educação da Câmara de Deputados aprovou esta semana um projeto de lei que obriga as escolas brasileiras a realizarem campanha contra o bullying. Ótima estratégia para conscientizar e promover o respeito, não?
O Educar para Crescer já tem uma cartilha com dicas para afastar o seu filho do #bullying. E dá para fazer o download gratuito aqui >>http://abr.ai/1yC5ZLT
quarta-feira, 16 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Fim do Recesso Escolar
Hora de readaptação à rotina escolar. Saiba como ajudar seu filho
Saiba o que fazer para seus filhos não sofrerem tanto com a volta às aulas no meio do ano
Por Marianna PerrI- Revista Pais & Filhos
Acordar mais tarde, brincar o dia inteiro e deixar as responsabilidades de lado por um mês pode fazer com que as crianças sofram com o fim do recesso escolar. Por isso, é importante que você também esteja preparada para ajudar o seu pequeno a se adaptar novamente à rotina e aos horários.
Para ajudar toda a família a entrar no ritmo das aulas, separamos algumas dicas da psicóloga Daniela de Faria, mãe de Maria Eduarda e Maria Luisa, especializada em terapia infantil.
Acordar cedo
Na última semana, ajuste os horários gradativamente, um pouco a cada dia. Coloque seu filho na cama mais cedo e deixe que eles voltem naturalmente ao horário habitual ainda durante as férias.
Não querer ir
Tente relembrá-lo dos amigos, das professoras e do ambiente escolar se seu filho não quiser voltar às aulas. Gere a vontade de encontrar os outros alunos, contar o que fez durante as férias e conversar com as outras crianças.
Se, mesmo assim, o pequeno ainda se recusar a voltar, leve os assuntos da escola para a escola. Apenas levar a criança para uma conversa com a orientadora ou professora pode fazer com que ela se sinta mais segura para voltar para a escola, e até a faça entender qual o motivo da recusa do pequeno.
Nas próximas férias, para que seu filho não sofra para se adaptar, incentive a produção de um diário ou cartaz de férias, no qual ele poderá se lembrar de tudo que fez para contar aos amigos e professores. Assim, ele criará uma expectativa positiva para o primeiro dia de aula.
Sem adaptação
As crianças pequenas podem ter mais dificuldade de se readaptar ao colégio no meio do ano, já que ainda não criaram um vínculo tão forte com a escola, professores e colegas por terem acabado de chegar ao mundo escolar.
Mostre para o pequeno que ele se tornou querido pelos professores e colegas, que estão sentindo saudade da rotina escolar. E procure incentivá-lo a lembrar-se das histórias que ele poderá contar sobre as férias quando as aulas voltarem.
Se a criança tiver dificuldade de adaptação, lembre-se que este período deve durar menos, já que você estará mais preparada, sabendo que seu filho ficará feliz na escola.
Mudar de escola
As crianças que mudaram de colégio no meio no ano terão o desafio de chegar a um lugar que todos já conhecem, mas é novo para ela. Informe-se sobre como a escola lida com esta situação, para que seu filho tenha o tratamento adequado.
Se seu filho mudou de escola, preste atenção no comportamento dele ao longo dos primeiros dias de aula. Ele estará ansioso, mas a receptividade das crianças pode surpreendê-lo, e isso fará toda a diferença.
Vá com ele
Acompanhe todo o processo de volta às aulas, preparando o material e o lanche que a criança levará para a escola. Se possível, leve-o no primeiro dia de aula: seu filho ficará mais tranquilo e seguro.
E você, tem mais dicas para que as crianças não sofram com a volta às aulas? Conte para a gente!
Acordar mais tarde, brincar o dia inteiro e deixar as responsabilidades de lado por um mês pode fazer com que as crianças sofram com o fim do recesso escolar. Por isso, é importante que você também esteja preparada para ajudar o seu pequeno a se adaptar novamente à rotina e aos horários.
Para ajudar toda a família a entrar no ritmo das aulas, separamos algumas dicas da psicóloga Daniela de Faria, mãe de Maria Eduarda e Maria Luisa, especializada em terapia infantil.
Acordar cedo
Na última semana, ajuste os horários gradativamente, um pouco a cada dia. Coloque seu filho na cama mais cedo e deixe que eles voltem naturalmente ao horário habitual ainda durante as férias.
Não querer ir
Tente relembrá-lo dos amigos, das professoras e do ambiente escolar se seu filho não quiser voltar às aulas. Gere a vontade de encontrar os outros alunos, contar o que fez durante as férias e conversar com as outras crianças.
Se, mesmo assim, o pequeno ainda se recusar a voltar, leve os assuntos da escola para a escola. Apenas levar a criança para uma conversa com a orientadora ou professora pode fazer com que ela se sinta mais segura para voltar para a escola, e até a faça entender qual o motivo da recusa do pequeno.
Nas próximas férias, para que seu filho não sofra para se adaptar, incentive a produção de um diário ou cartaz de férias, no qual ele poderá se lembrar de tudo que fez para contar aos amigos e professores. Assim, ele criará uma expectativa positiva para o primeiro dia de aula.
Sem adaptação
As crianças pequenas podem ter mais dificuldade de se readaptar ao colégio no meio do ano, já que ainda não criaram um vínculo tão forte com a escola, professores e colegas por terem acabado de chegar ao mundo escolar.
Mostre para o pequeno que ele se tornou querido pelos professores e colegas, que estão sentindo saudade da rotina escolar. E procure incentivá-lo a lembrar-se das histórias que ele poderá contar sobre as férias quando as aulas voltarem.
Se a criança tiver dificuldade de adaptação, lembre-se que este período deve durar menos, já que você estará mais preparada, sabendo que seu filho ficará feliz na escola.
Mudar de escola
As crianças que mudaram de colégio no meio no ano terão o desafio de chegar a um lugar que todos já conhecem, mas é novo para ela. Informe-se sobre como a escola lida com esta situação, para que seu filho tenha o tratamento adequado.
Se seu filho mudou de escola, preste atenção no comportamento dele ao longo dos primeiros dias de aula. Ele estará ansioso, mas a receptividade das crianças pode surpreendê-lo, e isso fará toda a diferença.
Vá com ele
Acompanhe todo o processo de volta às aulas, preparando o material e o lanche que a criança levará para a escola. Se possível, leve-o no primeiro dia de aula: seu filho ficará mais tranquilo e seguro.
E você, tem mais dicas para que as crianças não sofram com a volta às aulas? Conte para a gente!
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Como ensinar seu filho a lidar com a frustração?
Aprender a superar as decepções é um exercício para que as crianças se tornem adultos com mais maturidade e menos medos
Foto: Nana Sievers
Tão importante quando ensinar a perder é mostrar ao seu filho como ele deve se comportar quando ganha.
Perder no jogo, tirar notas baixas na escola, não ter o brinquedo que quer. Sentir-se frustrado não é exclusividade dos adultos: a decepção faz parte da vida dascrianças e tem papel importante no desenvolvimento delas. Embora nenhum pai queira ver seu filho triste ou sofrendo, é preciso ter em mente que ele vai passar por essas situações em diversos momentos da vida e que elas serão importantes para que a criança amadureça e se torne mais forte.
Aos pais, caberá estar ao lado dos filhos nessas horas, para prestar consolo e dar orientação. "Quem aprende a superar as frustrações na infância se torna um adulto que enfrenta desafios com menos receios e medos", diz Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi.
Sigamos o seguinte raciocínio: se seu filho não estudar e não se preparar bem, provavelmente terá resultados decepcionantes na escola, certo? Nesse sentido, você pode ajudar, orientando para que ele se empenhe nos estudos e evite a situação da frustração. Mas há outros casos em que você não deve interferir como quando, por exemplo, vocês jogam uma partida de algum jogo. Não é porque ele é pequeno que você deve deixá-lo ganhar para que não fique triste. Também não deve dar tudo que ele quer na hora que ele quer: saber esperar é um aprendizado importante. Maria Rocha, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Ápice, lembra que os pais não devem ceder às manipulações dos filhos. "As crianças têm uma enorme capacidade de manipular os adultos e usam o que mais percebem que os incomoda: choro, recusa de alimentação, perda do fôlego, bater a cabeça, etc".
Quando jogar com seu filho, jogue de verdade. "Facilitar, deixar ganhar só para que a criança não se frustre, mostra a ela que sempre irá ganhar seja qual for a situação. Quando a criança perder, é preciso deixar claro que você está ali para ajudá-la a suportar a frustração de perder. Mas que, de fato, não é sempre que ganhamos. Ganhar depende de vários fatores como sorte ou boas estratégias de jogo", diz Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi. Segundo ela, o importante é que a criança perceba que num primeiro momento a derrota dá uma sensação ruim, frustrante, mas que passa logo. E mais: sempre há a oportunidade de jogar novamente.
Para Maria Rocha, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Ápice, os jogos também oferecem outros ensinamentos para a criança como esperar sua vez de jogar, jogar apenas uma vez mesmo se errar, contar os pontos. "A criança que tem dificuldade de perder tende a manipular tanto os adultos como outras crianças, desrespeitando as regras a fim de levar vantagem. É importante que em situações de jogo com os adultos esses não permitam que a criança mude as regras", diz Maria Rocha.
terça-feira, 8 de julho de 2014
CURIOSIDADE-
No
Brasil, o futebol é um esporte muito popular. Aqui vale jogo na areia, no
campinho ao lado de casa, na escola, na quadra. Joga-se até futebol de mesa!
Mas
em competições oficiais é diferente. As partidas devem acontecer em locais
especialmente preparados para isso: os estádios. E na Copa do Mundo, a
preparação é ainda maior!
Para
receber os jogos da Copa, os estádios precisam apresentar várias características:
ter no mínimo 40 mil lugares; arquibancadas
cobertas; salas de primeiros socorros; rampas para cadeirantes; cadeiras
individuais com encosto de no mínimo 30 centímetros de altura; corredores e
portões de entrada e saída bem largos; hospitais e estacionamentos próximos…
Ufa!
Esses e muitos outros requisitos servem para que os torcedores assistam
aos jogos com conforto e segurança.
Por isso, antes de serem escolhidos para sediar a Copa, os estádios passam por
muitos testes e vistorias.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Dica de filme- Shopping Uberaba
PROGRAMAÇÃO - 03/07 a 09/07/2014
CINEMAIS UBERABA
Uberaba -MG
Filme | Class. | Horário |
| A Culpa é das Estrelas | Leg. - 14h20A, 15h20B, 16h50A, 19h20, 21h50 | |
| Causa e Efeito | 14h50, 17h00, 19h10, 21h20 | |
| Como Treinar o Seu Dragão 2 | Dub. - 14h00, 16h10 | |
| Como Treinar o Seu Dragão 2 | Dub. - 14h30, 16h40, 18h50, 21h00 | |
| Malévola | Dub. - 15h00, 19h30 | |
| Os Homens são de Marte... E é pra lá que eu Vou! | 17h10, 21h40 | |
| Transformers: A Era da Extinção | Dub. - 18h20 | |
| Transformers: A Era da Extinção | Leg. - 21h30 | |
| X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Dub. - 15h10, 18h40, 21h25 |
A - Somente sábado (05/07) e domingo (06/07)
B - Exceto sábado (05/07) e domingo (06/07)
B - Exceto sábado (05/07) e domingo (06/07)
*PROGRAMAÇÃO E HORÁRIOS SUJEITOS A ALTERAÇÃO SEM AVISO PRÉVIO.
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